Fizemos História no Tocantins - I Congresso Tocantinense de Ortopedia e Traumatologia. 15 e 16 de maio
Presidir e organizar o I Congresso Tocantinense de Ortopedia e Traumatologia, o primeiro congresso estadual da especialidade, foi um marco para a ortopedia do Tocantins. Conheça o que o evento representou para médicos e pacientes do estado.
Por Dr. João Protásio Netto — Publicado em 2026-08-01 — 5 min de leitura
Um marco para a ortopedia do Tocantins
Existem momentos na carreira de um médico que vão além do consultório e do centro cirúrgico. Presidir e organizar o I Congresso Tocantinense de Ortopedia e Traumatologia foi, para mim, um desses momentos. É com muito orgulho que compartilho o que esse encontro representou para a nossa especialidade no estado.
Realizar o primeiro congresso estadual de ortopedia e traumatologia não é apenas montar uma programação científica. É plantar uma semente que passa a fazer parte da história da medicina no Tocantins.
O congresso foi realizado nos dias 15 e 16 de maio de 2026, no Auditório do Palácio Araguaia, sede do Governo do Tocantins, em Palmas, e reuniu ortopedistas de várias cidades do Tocantins, com o apoio de diversos patrocinadores e parceiros da especialidade.
Por que o primeiro congresso estadual importa
Durante muito tempo, o ortopedista do interior do país precisou percorrer longas distâncias para ter acesso à atualização científica de alto nível. Os grandes congressos aconteciam nos centros mais populosos, e nem sempre era viável deslocar toda uma equipe para outra região do Brasil.
Trazer um congresso de ortopedia e traumatologia para o Tocantins significa aproximar o conhecimento de quem está na ponta do cuidado. O ortopedista de Palmas, de Araguaína, de Gurupi e de tantas outras cidades passa a poder se atualizar, discutir casos e conhecer novas técnicas sem precisar sair do estado. E cada médico mais atualizado é, no fim das contas, um paciente mais bem cuidado.
A honra de presidir e organizar
Aceitar a presidência do I Congresso Tocantinense de Ortopedia e Traumatologia foi assumir um compromisso que ia muito além do meu nome. Era representar uma classe inteira de profissionais e honrar a confiança dos colegas que acreditaram que o Tocantins estava pronto para dar esse passo.
Organizar cada detalhe, da estrutura do espaço à composição da grade científica, da escolha dos temas à recepção dos participantes, foi um trabalho intenso e feito com cuidado. Um congresso bem organizado transmite respeito: respeito por quem se desloca para participar, por quem sobe ao palco para ensinar e por quem confia na seriedade da entidade que o realiza.
Como presidente da SBOT no Tocantins (Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia), entendo que meu papel não é apenas exercer a medicina, mas também fortalecer a especialidade no estado, criando espaços de encontro, de formação continuada e de valorização do ortopedista tocantinense.
Ciência e encontro humano
A ciência foi o coração do evento. A programação buscou equilibrar os grandes temas da ortopedia e traumatologia com os desafios reais de quem atende no Tocantins, do trauma ortopédico, tão presente na nossa realidade, ao manejo moderno da dor, passando por cirurgia articular, lesões esportivas e medicina regenerativa aplicada à ortopedia.
Mais do que palestras, o congresso proporcionou algo que nenhum artigo ou vídeo substitui: o encontro humano. A conversa no corredor, a troca de contato entre colegas de cidades distantes, a discussão franca de um caso difícil. É desse tecido de relações que nasce uma comunidade médica forte.
O que isso significa para os pacientes
Talvez você, que é paciente e está lendo este texto, se pergunte o que um congresso de médicos tem a ver com você. A resposta é: tudo.
Quando um ortopedista se atualiza, ele passa a oferecer diagnósticos mais precisos, indicações mais criteriosas e tratamentos alinhados às melhores evidências. Ele entende melhor quando uma cirurgia é realmente necessária e quando um problema pode ser resolvido de forma conservadora. Um estado com ortopedistas continuamente atualizados é um estado onde o paciente tem menos deslocamento, mais acesso e mais confiança no cuidado que recebe perto de casa.
Uma programação de alto nível, com grandes nomes da ortopedia nacional
O congresso reuniu palestrantes de referência de todo o país. Entre os convidados estiveram nomes como o Prof. Dr. José Carlos Bongiovanni, Diretor Internacional da SBOT e referência em reconstrução e alongamento ósseo, o Dr. Sandro Reginaldo, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Ombro e Cotovelo, o Dr. Ricardo Horta Miranda, da área de cirurgia do quadril e oncologia ortopédica, o Dr. Celso K. Hirakawa, da cirurgia da mão pela UNIFESP, o Dr. Frederico Barra de Moraes, de coluna, dor e doenças osteometabólicas, o Dr. Francisco Ramiro Cavalcante, de trauma e cirurgia do quadril, o Dr. Sávio Chami, de trauma e reconstrução óssea, a Dra. Sandra Tie Nishibe Minamoto, de cirurgia do joelho pelo INTO, a Dra. Simone Martinelli, de coluna, dor e medicina intervencionista, e o Dr. Luyddy Pires, de medicina regenerativa, entre outros.
A grade científica percorreu os principais temas da especialidade: trauma e fraturas complexas, cirurgia do quadril, do ombro, do joelho, da mão e da coluna, além de osteoporose, dor e medicina regenerativa. Também houve espaço para temas atuais da prática médica, como os aspectos jurídicos na ortopedia e o planejamento financeiro do médico.
Tive a honra de ministrar a palestra "Inteligência Artificial na Prática Ortopédica", um tema que representa bem o momento de transformação da nossa especialidade e o compromisso do congresso em olhar para o futuro.
Gratidão e olhar para o futuro
Nenhum evento dessa dimensão se faz sozinho. Sou grato a cada colega que participou, a cada palestrante que dividiu seu conhecimento, a cada membro da comissão organizadora e a cada parceiro que acreditou na proposta. O sucesso do congresso pertence a todos nós.



Que este primeiro congresso seja lembrado não como um ponto de chegada, mas como um ponto de partida. Sigo trabalhando, no consultório, no centro cirúrgico e também na construção de uma ortopedia tocantinense cada vez mais forte.
Perguntas frequentes
Quando e onde foi realizado o I Congresso Tocantinense de Ortopedia e Traumatologia?
O congresso aconteceu nos dias 15 e 16 de maio de 2026, no Auditório do Palácio Araguaia, sede do Governo do Tocantins, em Palmas.
Quem presidiu e organizou o congresso?
O Dr. João Protásio Netto, ortopedista e traumatologista em Palmas e presidente da SBOT no Tocantins, presidiu e organizou o evento, cuidando de cada detalhe da realização.
Quais foram os palestrantes e os temas do congresso?
O evento reuniu nomes de referência da ortopedia nacional, como o Prof. Dr. José Carlos Bongiovanni, o Dr. Sandro Reginaldo, o Dr. Ricardo Horta Miranda, o Dr. Frederico Barra de Moraes e o Dr. Francisco Ramiro Cavalcante, entre outros. Os temas incluíram trauma e fraturas, quadril, ombro, joelho, mão, coluna, osteoporose, dor e medicina regenerativa.
Qual foi a participação do Dr. João Protásio no congresso?
Além de presidir e organizar o evento, o Dr. João Protásio Netto ministrou a palestra Inteligência Artificial na Prática Ortopédica.
Por que um congresso de médicos importa para os pacientes?
Porque um ortopedista continuamente atualizado oferece diagnósticos mais precisos e tratamentos alinhados às melhores evidências, o que se traduz em melhor cuidado perto de casa.