Dor no quadril ao se mover: variabilidade na morfologia do CAM
Estudamos como a forma do CAM em FAI pode variar e impactar sua mobilidade e dor no quadril. Saiba como o diagnóstico por imagem é crucial.
Por Dr. João Protásio Netto — Publicado em 2026-10-05 — 12 min de leitura
Se você sente dor no quadril ao se mover, pode estar relacionado a uma condição chamada impacto femoroacetabular (FAI), caracterizada pela presença de uma deformidade no quadril conhecida como 'CAM'. Essa variação anatômica pode impactar movimentações simples do dia a dia, como subir escadas ou praticar um esporte. Recentemente, um estudo publicado no Journal of Orthopaedic Research revelou que a forma do CAM pode variar significativamente entre pacientes, contribuindo para a dor e limitação funcional.
O que este estudo investigou
O estudo intitulado "Not All Cams Are Equal: MRI‐Based Statistical Shape Modeling Reveals High Variability in Cam Shape in a Large FAI Cohort" buscou entender a variabilidade na forma do CAM em pacientes com FAI. A pesquisa utilizou modelagem estatística baseada em ressonância magnética para analisar as diferenças anatômicas em uma grande coorte de pacientes.
Como o estudo foi feito
O estudo envolveu a análise de imagens de ressonância magnética de indivíduos diagnosticados com impacto femoroacetabular. Através de modelagem estatística, os pesquisadores puderam identificar e categorizar as diversas formas de CAM presentes na amostra. Essa abordagem permitiu uma compreensão mais detalhada das variações anatômicas presentes na população estudada.
Principais resultados: o que descobriram
O principal achado do estudo foi a alta variabilidade na forma do CAM entre os indivíduos. Essa variabilidade pode explicar por que alguns pacientes experimentam sintomas mais intensos ou têm maior risco de desenvolver osteoartrite. Além disso, o estudo sugere que o simples diagnóstico de CAM pode não ser suficiente para prever o risco de dor ou outros problemas no quadril sem uma análise mais detalhada da forma específica de cada CAM.
O que isso significa para você, paciente
Para pacientes, isso significa que sentir dor no quadril pode ter causas complexas e específicas de cada indivíduo, mesmo que pareçam similares. Um diagnóstico preciso é crucial e deve incluir não apenas a identificação da presença do CAM, mas também uma análise detalhada de sua forma específica. Consultas e exames com um ortopedista especializado são passos essenciais para determinar a melhor abordagem terapêutica.
Tratamentos relacionados disponíveis hoje
Tratamentos para dor no quadril relacionada ao CAM podem incluir fisioterapia, medicamentos anti-inflamatórios e, em alguns casos, infiltrações para alívio dos sintomas. A medicina regenerativa, como o uso de células-tronco ou hidrogel de ácido hialurônico, pode ser uma opção promissora para casos onde os métodos tradicionais não são eficazes. Consultar com um especialista para discutir essas opções é sempre recomendado.
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Minha opinião como especialista
Como especialista, acredito que a individualização do tratamento é fundamental. Cada caso de dor no quadril deve ser avaliado de forma única, considerando tanto as características anatômicas do CAM quanto o perfil de atividades do paciente. A medicina regenerativa oferece perspectivas interessantes para manejo de sintomas e proteção da articulação a longo prazo.
Perguntas frequentes sobre CAM e dor no quadril
O que é um CAM no quadril?CAM é uma deformidade óssea em parte do fêmur que pode levar ao impacto no quadril, causando dor e limitando movimentos.
Quais são os sintomas do impacto femoroacetabular?Os sintomas incluem dor na virilha, rigidez no quadril e dificuldade para realizar atividades físicas.
Como é feito o diagnóstico de FAI?O diagnóstico é feito a partir de exame clínico e confirmada com imagens, como ressonância magnética ou tomografia.
Quais são os tratamentos disponíveis para FAI?Tratamentos incluem fisioterapia, medicamentos, infiltrações e opções de medicina regenerativa.
A cirurgia é sempre necessária no caso de FAI?Não, a cirurgia é considerada somente quando tratamentos conservadores não aliviam os sintomas.
Artigo revisado clinicamente pelo Dr. João Protásio Netto, ortopedista e traumatologista (CRM-TO 4132, RQE 2378), especialista em medicina da dor e medicina regenerativa. Atende na Clínica Ortodor em Palmas-TO.
Tem dúvidas sobre o impacto do CAM no quadril? Agende sua consulta pelo WhatsApp com o Dr. João Protásio Netto na Clínica Ortodor em Palmas-TO.
Este artigo foi baseado no estudo "Not All Cams Are Equal: MRI‐Based Statistical Shape Modeling Reveals High Variability in Cam Shape in a Large FAI Cohort", disponível em https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/jor.70285?af=R.
